sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A luz do sol havia se apagado aos meus olhos, más tua beleza continuava a mesma.
A canção dos pássaros pela manhã, aos meus ouvidos, parecia tua voz.
Os pensamentos. Ah eles! Sim, eles me atormentavam. Tudo era tão frio.
Simplesmente não posso te culpar por minha "auto-destruição", pela amargura que havia se tornado meu coração.
Fui eu, em um ato sem pensar, que me doei a ti... Sem teu amor.
Talvez a única coisa sensata era, e foi, por um fim em todo o sofrimento.

-

O mar está tão calmo. Minha alma, em muito tempo, está em paz.
O penhasco parece me puxar. As estrelas parecem dançar.
Você meu amor, pra onde quer que eu vá, sempre estará em mim. Cravada em meu peito.
Seus olhos a perdição da minha alma, negros como uma tempestade.

Deixarei aqui, nesse pedaço de papel, o mínimo de tormento que estava em meu coração e também o motivo de meus atos.
Minhas desculpas por todo sofrimento que criei, por todos que me amavam.
Adeus.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

As lágrimas viram pó
Como minhas lembranças
Te vejo, pisco
e somes.

Porque não posso te tocar?

Luzes tão distantes
Ando e nunca chego.
O inferno me consome.

Te vejo, pisco
e somes.



Parecia um sonho
Não sei ao certo
Seus olhos não saem da minha mente

Está tão frio
O sangue está correndo

O véu branco
Sujo de dor

Não era real
Morrerei esperando que fosse.